Mostrando postagens com marcador verborragia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador verborragia. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Renata = Renascida

Diz o dicionário de nomes que Renata significa Renascida. E apesar de não ter sido escolhido por esse motivo, é certamente o nome perfeito para mim.
Já morri e renasci várias vezes nessa vida. A primeira deve ter sido quando não chorei ao nascer. E renasci.
No dia 18 de maio de 1999 uma parte de mim também foi enterrada no mausoléu da academia brasileira de letras. E quando achei que não fosse renascer, renasci.
Já morri e renasci muitas outras vezes. Morri menina, nasci mulher. Chorei, sofri e renasci.
Renasci no dia 27 de junho de 2002 quando ele passou. E fui atrás. Agarrei a chance de mais um renascimento com toda força dos meus quadris. E foi novamente dos meus quadris que veio o último dos meus renascimentos. Dessa vez sem morte. Só luz. Em 20 de abril de 2004, de cócoras, quando renasci a mãe da Maiara. Mais do que mãe, renasci ainda mais mulher. Segura. Completa.
Posso morrer e renascer muitas outras vezes mais a frente. E a certeza que sempre é possível renascer e continuar é o que me permite viver a vida intensamente. Chorando, rindo e fazendo tempestade em copo d´água.
Sei que esse texto é muito pessoal e interessa a um número reduzido de pessoas, mas foi um pretexto para quebrar o branco do tempo sem postar e lembrar de quando eu conseguia manter um blog atualizado ( www.confissoesdeumamamaequaseadolescente.blogger.com.br) Quem sabe traz sorte e consigo passar por aqui com mais freqüência.


PS: Para os (poucos) que ainda não leram ou não se cansaram dessa história, o link direto para o relato de parto no outro blog é o http://www.confissoesdeumamamaequaseadolescente.blogger.com.br/2004_06_01_archive.html

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

VERBORRAGIA

Roteirista por profissão. Escritora por vocação. Da necessidade de contar minhas histórias e publicar as palavras que me saem sem pedir licença surge esse espaço.

Não é um canto de poesia porque não sou poeta.
Não sei fingir a dor.
Se dói escrevo.
Se amo escrevo.
Se quero também.
As palavras me saem sem pensar.
Explodem.
Vem de dentro
Feito verborréia.
Mas dizem.
Só o que devem dizer.
São nuas. São cruas. Intensas. Ou não. Mas vem de dentro.
Do sentimento. Não perguntam se podem. Apenas saem.
Feito verborragia.
E fazem de mim a-verborrágica.